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Candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo) foi entrevistado por Renata Vasconcellos e César Tralli na noite desta segunda-feira (24). Questionado sobre os ataques de 8 de janeiro de 2023, que ocorreram na Praça dos Três Poderes, em Brasília, o político questionou a proporcionalidade das condenações dos envolvidos no episódio. 

Renata abriu a sabatina falando sobre a dívida pública do país. “O próximo presidente tem uma tarefa inadiável na economia: enfrentar o problema da dívida pública brasileira. Por isso, cada candidato precisa explicar para o eleitor como pretende equilibrar os gastos e conter o crescimento dessa dívida. São mais de R$ 10,8 trilhões”, observou a jornalista. 

“O senhor governou Minas Gerais nos últimos quase oito anos, e a dívida do governo de Minas cresceu quase 100%… Eu pergunto: por que o eleitor deve acreditar que o senhor, se eleito, vai conter o crescimento da dívida pública federal, se o senhor não conseguiu diminuir o tamanho do governo de Minas?”, continuou.

Zema, então, afirmou que toda a dívida do Estado seria proveniente de outras gestões. “Eu que fui governador por quase oito anos, não fiz um empréstimo ou um financiamento. Ela foi herdada dos anos 90… Ninguém conta a outra parte. Eu paguei R$ 23 bilhões para aposentado que não recebia aposentadoria, R$ 13 bilhões para o Governo Federal, para funcionários públicos. Hoje a dívida representa muito menos para a economia de Minas do que representava quando eu assumi”, respondeu o candidato. 

Salário mínimo 

Em outro trecho da sabatina, Renata também questionou Zema sobre o tema salário mínimo, que hoje está em R$ 1.621,00. “O senhor mudaria a atual política de ganho real do salário mínimo?”, indagou. 

“Eu garanto que ninguém vai ter perda. Se tiver inflação, nós daremos toda a inflação. É um absurdo um aposentado não ter a reposição inflacionária, ou pior, ficar sem receber aposentadoria, como aconteceu em Minas”, declarou ele. 

“Mas, além da inflação, teria o ganho em relação ao crescimento dos dois anos anteriores?”, seguiu a jornalista. “Se a economia estiver indo bem, e as contas equilibradas, sim. Eu quero que a taxa de juros caia. A dívida do Brasil só tem crescido”, respondeu Zema. 

Ataques de 8 de janeiro 

Questionado sobre os ataques extremistas promovidos por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro em 8 de janeiro de 2023, Zema demonstrou hesitação ao falar sobre o assunto. 

“O Supremo Tribunal Federal julgou que houve uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O senhor já questionou publicamente essa decisão e prometeu, inclusive, anistia aos envolvidos nos ataques em Brasília se for eleito… O Supremo condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro, entre outros réus, por tentativa de golpe de Estado. O senhor já disse que discorda do veredito. O senhor pode explicar por quê?”, pediu Renata. 

“Eu discordo porque não existe na história da humanidade uma tenativa de golpe que tenha sido um movimento de vandalismo, de depredação, como aquele que aconteceu em janeiro de 2023. Eu darei anistia ou, pelo menos, um tribunal que não seja político, que seja judicial. O que vimos foi perseguição, uma moça que sujou um monumento público pegar 14 anos de prisão…”, reclamou o candidato. 

“Candidato, a Justiça determinou que houve sete crimes. Eu vou ler: tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, organização criminosa, deterioração do patrimônio tombado”, destacou Renata. 

Zema, porém, insistiu na resposta: “Eu discordo. Na minha opinião, comete crime quem leva o crime adiante. Quem fez, pensou ou até idealizou, mas não levou, para mim, não cometeu.” 

“O senhor acha que esses crimes não foram adiante?”, rebateu a jornalista. “O de sujar o monumento foi adiante, sim”, respondeu Zema. 

“Eu acho, Renata, que deve ser punido pela depredação, pelo vandalismo. Mas teve tiro disparado? Não teve nenhum movimento. Para mim, foi um movimento totalmente político. Eu sou totalmente democrata, fui eleito pela urna eletrônica, mas o que estamos vendo são tribunais que estão fazendo mais política do que propriamente justiça”, finalizou o candidato. 

Fonte: Notícias da TV

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