Candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD) foi entrevistado por Renata Vasconcellos e César Tralli na noite desta terça-feira (25). Durante a sabatina, o ex-governador de Goiás prometeu conceder anistia aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023, ocorridos na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
A questão da anistia foi levantada por Tralli logo no início da entrevista. “O senhor disse que, se eleito, o seu primeiro ato vai ser anistiar os condenados pelos atos golpistas do 8 de janeiro. Eu quero entender o alcance dessa sua proposta, quem o senhor pretende anistiar? Aqueles que invadiram, os financiadores, os instigadores, o ex-presidente Jair Bolsonaro, militares ou todos eles?”, perguntou.
“Primeiro, tenho essa responsabilidade, sim. Eu sou um democrata na essência, sou um homem que já perdi eleições, já ganhei. Nunca contestei resultados, sou uma pessoa que também posso dizer que o traço do brasileiro não é de construir o ódio, esse processo de revanche eterno”, iniciou Caiado.
O que eu quero dizer é que precisamos acabar com a polarização, temos que pacificar o país, ninguém aguenta mais essa situação. O clima está criando um processo de um contra o outro. Eu posso te garantir que encaminharei, sim, ao Congresso Nacional para que tenha uma anistia geral, ampla e irrestrita. Da mesma maneira que o Supremo Tribunal Federal também concedeu liberdade ao [na época] ex-presidente Lula. Ele foi condenado em todas as instâncias…
“Eu via saindo dinheiro, corrupção, o povo brasileiro já não aguentava mais aquilo. De repente, o Supremo diz que o foro não foi correto e, de repente, ele foi anistiado, quer dizer, uma atitude do Supremo o anistiou para que ele voltasse até a disputar a eleição”, continuou o candidato.
Renata, então, questionou Caiado sobre uma declaração feita pelo ex-comandante da Aeronáutica Brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Júnior. “Ele afirmou que houve risco iminente de golpe de Estado, ele confirmou que houve reuniões para discutir medidas de exceção”, destacou.
“Que avaliação o senhor faz desses relatos?”, perguntou a jornalista. “O mesmo que Juscelino Kubitschek (1902-1976) fez há 50 anos. Eu quero é governar, ninguém aguenta mais essa polarização… A aeronáutica brasileira tentou derrubar Juscelino, ele disse: ‘Deixa eu trabalhar.’ Veja bem, no momento que eu estou aqui com o Brasil todo dominado pelas facções, o Brasil endividado, sem perspectiva de orçamento. Só tem despesa, não tem nada para investir”, rebateu Caiado, que se mostrou confuso em diversos momentos da sabatina.
Crise no partido?
Em outro trecho da entrevista, Tralli perguntou ao candidato sobre a falta de apoio de integrantes do Partido Social Democrático (PSD). “O seu partido lançou 13 candidatos para os governos estaduais, mas só quatro deles declararam apoio à sua candidatura. Por que essa dificuldade?”, indagou.
Caiado, mais uma vez, deu uma resposta confusa à pergunta do jornalista. “Olha, isso é de conhecimento público, o [Gilberto] Kassab deixou bem claro… O que o Governo Federal fez? Vamos abafar todos os partidos no Brasil. Se você não… O cara constrói um partido e não tem coragem de lançar candidato a presidente da República. Se o Kassab não tivesse a coragem de me lançar presidente do Brasil, o que tinha acontecido? Dois candidatos no primeiro turno”, declarou o político, referindo-se a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Promessa de vitória
Caiado ainda usou o espaço na Globo para declarar que chegará ao segundo turno e derrotará Lula. “Você acha, Renata, que um dos dois, o Lula ou o Flávio, vão construir algum tipo de maioria para aprovar alguma emenda constitucional? Se não tivesse o PSD para eu ganhar a eleição… Porque eu vou ganhar a eleição, vou para o segundo turno e vou bater o Lula. Esses dois, do jeito que estão, não fazem nada”, disparou.
Fonte: Notícias da TV
