Uma mulher de 26 anos foi assassinada a facadas na manhã desta sexta-feira (31), no bairro Maria Leite, em Corumbá. A vítima, identificada como Adrielle Encarnação Rodrigues, morreu ainda no local. O suspeito do crime, Douglas Richard Ribeiro, de 49 anos, foi preso em flagrante e encaminhado para atendimento médico devido aos ferimentos que apresentava.

De acordo com informações do boletim de ocorrência, equipes da Polícia Militar foram acionadas e, ao chegarem ao endereço, encontraram o suspeito acompanhado do irmão, que teria sido chamado pela própria vítima antes do crime.

Em depoimento aos policiais, Douglas afirmou que estava com Adrielle no Porto Geral de Corumbá e que, posteriormente, os dois seguiram para o local onde ocorreu o homicídio. Segundo sua versão, houve uma discussão que evoluiu para agressões físicas. O homem alegou ter sido atingido por um tijolo na cabeça e, em seguida, afirmou que a mulher o feriu com uma faca.

Ainda conforme o relato do suspeito, ele reagiu desferindo dois golpes de faca na região do tórax de Adrielle. Quando a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou ao local, a vítima já estava sem vida.

Após a confirmação do óbito, a Polícia Civil e a Perícia Técnica foram acionadas para realizar os procedimentos de investigação. O suspeito foi preso em flagrante, optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório e, antes de ser levado à delegacia, recebeu atendimento hospitalar por apresentar escoriações nas costas e ferimentos no braço, em um dos dedos e também na região do tórax.

Com a morte de Adrielle, Mato Grosso do Sul contabiliza o 18º feminicídio registrado em 2026 e o segundo caso em menos de 24 horas. Na quinta-feira (30), Ana Carolina Goes, de 45 anos, foi morta com 14 facadas em Água Clara. O ex-companheiro foi preso logo após o crime.

Feminicídios registrados em Mato Grosso do Sul em 2026

  • Josefa dos Santos – Bela Vista (16 de janeiro);
  • Rosana Candia Ohara – Corumbá (24 de janeiro);
  • Nilza de Almeida Lima – Coxim (22 de fevereiro);
  • Beatriz Benevides – Três Lagoas (25 de fevereiro);
  • Liliane de Souza Bonfim Duarte – Ponta Porã (6 de março);
  • Leise Aparecida Cruz – Anastácio (6 de março);
  • Ereni Benites – Paranhos (8 de março);
  • Fátima Aparecida da Silva – Selvíria (23 de março);
  • Marlene de Brito Rodrigues – Campo Grande (6 de abril);
  • Vera Lúcia da Silva – Eldorado (12 de abril);
  • Zelita Rodrigues de Souza – Mundo Novo (30 de abril);
  • Fabíola Marcotti – Campo Grande (18 de maio);
  • Maria do Carmo de Souza – Naviraí (28 de junho);
  • Paula de Souza Conceição – Fátima do Sul (11 de julho);
  • Rosenilda de Oliveira Candelario – Nioaque (17 de julho);
  • Terezinha Nantes de Arruda – Campo Grande (27 de julho);
  • Ana Carolina Goes – Água Clara (30 de julho);
  • Adrielle Encarnação Rodrigues – Corumbá (31 de julho).

Onde buscar ajuda

Mulheres em situação de violência podem procurar atendimento especializado na Casa da Mulher Brasileira, em Campo Grande, que funciona 24 horas por dia. No local são oferecidos serviços da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), Defensoria Pública, Ministério Público, Poder Judiciário, atendimento psicossocial, acolhimento temporário, Patrulha Maria da Penha e Guarda Civil Metropolitana. Em casos de emergência, também é possível acionar a Guarda pelo telefone 153.

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