Fonte Preferencial

A série Tapas & Beijos (2011-2015) será reeditada em formato vertical para o GloboPop, aplicativo que a Globo lançou para concorrer com TikTok e Kwai. A comédia com Fátima (Fernanda Torres) e Sueli (Andrea Beltrão) é a aposta da emissora para aumentar a popularidade da ferramenta e emplacá-la no mercado publicitário.

As cenas do produto serão recortadas e compiladas em vídeos curtos, de acordo com nove diferentes temas. Serão 45 episódios publicados ao longo de dois meses. A ideia é que, como em uma novelinha vertical, as publicações tragam continuidade nas histórias.

Os temas escolhidos são: antes e depois; a força da amizade de Fátima e Sueli; Fátima e Sueli endividadas; um dia qualquer na Djalma Noivas; as pérolas de Fátima e Armane (Vladimir Brichta); as lamentações de Seu Chalita (Flávio Migliaccio [1934-2020]); as armações de Jurandir (Érico Brás); e os amores de Sueli. Também haverá um bloco especial no final do ano.

As informações constam em um documento enviado ao mercado publicitário ao qual o Notícias da TV teve acesso. A marca interessada em se associar à versão vertical de Tapas & Beijos no GloboPop deve investir R$ 340 mil.

Segundo fontes da reportagem, os episódios foram editados pelo mesmo time que cuida dos microdramas verticais inspirados em personagens de novelas famosas, disponibilizados no Globoplay.

O documento ainda informa que Tapas & Beijos foi o sétimo conteúdo mais visto do Globoplay em 2026. A série também é a segunda mais consumida do catálogo da plataforma, atrás apenas de A Grande Família (2001-2014).

O programa voltou a ganhar destaque nas redes sociais graças a cortes de cenas que viraram meme no TikTok e no Instagram. O fenômeno ficou ainda mais forte no ano passado, com a indicação de Fernanda Torres ao Oscar pelo filme Ainda Estou Aqui (2024). No Globo de Ouro, Tapas & Beijos virou Slaps & Kisses no texto exibido na transmissão.

Lançado em abril deste ano, o GloboPop não caiu no gosto do público. O aplicativo ainda não bateu 5 milhões de downloads no Google Play, loja de usuários de Android. Entre as principais críticas, está o fato de ser uma ferramenta editorialmente fechada, sem a possibilidade de o usuário produzir o próprio conteúdo.

A Globo, no entanto, defende essa posição. O site oficial da empreitada reforça que a ferramenta “não é rede social, é curadoria de conteúdo”. “Pode rolar o feed sem medo, não tem fake news”, valoriza o texto de divulgação.

Fonte: Notícias da TV

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *