Silvia Abravanel rebateu críticas por ter associado a imagem de Silvio Santos (1930-2024) à sua campanha eleitoral. A apresentadora usou registros do pai tanto em santinhos quanto em propagandas veiculadas na televisão. Mesmo assim, ela não conseguiu se eleger deputada federal no pleito ocorrido no último domingo (4).
“[As pessoas] Me criticaram muito por usar a imagem do meu pai. Só que é o meu pai, não é o pai de ninguém. Eu tinha o direito de fazer isso, sabe? Eu tinha o direito de estar me apoiando com ele. De onde ele estiver, tenho certeza que ele estaria [me apoiando]. Se estivesse aqui, com certeza, pediria voto para mim”, minimizou Silvia em entrevista ao colunista Leo Dias.
Uma de suas principais pautas de campanha era o auxílio de pessoas com deficiência. A filha mais velha de Silvia, Luana, tem uma condição genética rara chamada galactosemia, em que o organismo não consegue metabolizar a lactose e a galactose, além de sequelas neurológicas decorrentes de uma intercorrência no parto.
A médica veterinária não escondeu sua frustração pela derrota nas urnas. Ela disse que chegou a ouvir que “explodiria de votos” e poderia mobilizar até 500 mil eleitores. No entanto, recebeu apenas 22.472 votos.
“Eu me doei demais. Eu entrei realmente de cabeça nessa história. Foi um propósito, eu encarei como isso. Eu vivo essa causa. Quando me convidaram para estar na política, não tinha coisa melhor para eu poder administrar, cuidar, ajudar. Não que eu achasse que fosse explodir de votos, mas que, pelo menos, conseguiria entrar para poder ajudar”, pontuou.
Decepcionada, Silvia avaliou que as pessoas não lhe deram o devido crédito. “Mostrar que eu estava ali por aquelas pessoas, e essas pessoas não acreditarem em mim, no meu propósito, não quererem que eu estivesse lá por elas, me chocou”, disse.
Silvia ainda alfinetou personalidades que participam do Teleton, maratona beneficente do SBT em prol da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente). “O foco do Teleton é mostrar a roupa que está, mostrar a cara que está. Ninguém vai pelo propósito de ajudar as pessoas com deficiência. Pronto, falei”, criticou, sem citar nomes.
Por fim, Silvia não descarta voltar à televisão, mas quer avaliar com calma o futuro. “Não entrei na política, não consegui. Agora, eu preciso me recolher, me reestabilizar, conversar com meu marido, com Deus, com a Amanda [filha caçula], principalmente. Falar: ‘Agora, vamos encarar o quê?'”, encerrou.
Fonte: Notícias da TV
