Aos 93 anos, Othon Bastos explicou por que não consegue voltar a fazer novelas neste momento. No ar na Edição Especial de Além do Tempo, o ator está com a agenda dedicada ao espetáculo Não me Entrego, Não!, em cartaz desde 2024 e que percorre diferentes partes do país. Ele afirmou que continua aberto a projetos na TV, mas destacou que a rotina de apresentações impede que assuma uma produção com o calendário habitual de gravações.
“Fazer novela sempre é um prazer quando é um projeto lindo. Fiz várias ótimas e sempre me dei muito bem com a televisão. Acontece que agora, viajando com a peça, eu não tenho tempo disponível”, declarou em entrevista à coluna Play, do jornal O Globo.
Bastos explicou que precisaria de uma organização diferente para conciliar o trabalho na dramaturgia com as apresentações teatrais. “Eu teria que gravar só até quarta ou quinta-feira para poder viajar com o espetáculo”, afirmou. Por esse motivo, ele segue concentrado no projeto que revisita momentos marcantes de sua trajetória profissional e pessoal.
O ator reforçou que o teatro ocupa um lugar especial em sua vida. “Por isso estou fazendo teatro e continuarei fazendo, pois é o meu grande amor”, avaliou. Apesar da dificuldade de conciliar as agendas, ele não descartou a possibilidade de voltar a trabalhar na televisão ou no cinema quando houver oportunidade.
“Evidente que, quando eu posso fazer televisão e cinema, eu faço com o mesmo amor que dedico ao teatro”, afirmou. A novela mais recente de Othon Bastos foi Dona Beja (2026), na qual fez apenas uma participação especial.
Vitalidade e amor pela profissão
Ao comentar os 93 anos, Othon Bastos relacionou sua disposição à alegria de estar no palco. Ele disse não saber explicar exatamente o segredo de sua vitalidade, mas destacou a importância que o trabalho mantém em sua rotina.
“Eu encaro a vida com o maior desejo de continuar vivendo. A maior alegria que você pode ter é viver. A vida é um prêmio, é gratidão e é amor”, declarou. O ator também associou o bem-estar à relação que mantém com o teatro e com o público.
“A vitalidade que eu tenho é a mesma que eu sempre tive. É essa alegria de estar no palco e de doar todo o carinho que eu tenho pelo teatro para os espectadores”, explicou ele. Para o veterano, o trabalho também é uma forma de continuar se desenvolvendo como pessoa.
“Eu me sinto feliz quando entro em cena e olho para a plateia. Como diz o Fernando Pessoa [1888-1935], ‘trabalhar é trabalhar-se’. Quando eu estou trabalhando, eu estou me trabalhando também”, finalizou.
Fonte: Notícias da TV
