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Coração Acelerado tem tido reviravoltas intensas e inacreditáveis na última semana. A novela revelou que Ronei (Thomás Aquino) é pai de João Raul (Filipe Bragança) e que Zilá (Leandra Leal) na verdade não matou Jean Carlos (Ricardo Pereira). Além de criar um morto-vivo na reta final, a trama ainda acabou com seus vilões ao transformá-los em vítimas.

No capítulo da última terça (11), o público acompanhou duas viradas inacreditáveis dos dois antagonistas da história. Ronei revelou ser pai de João Raul, algo terrível não só para o mocinho, mas para quem acompanhou a novela até aqui também.

O empresário, que sempre explorou o cantor, foi carrasco, cruel e ganancioso, contou que o abandonou na beira de um rio porque estava fugindo de bandidos. Ele, no entanto, manipulou Walmir (Antonio Calloni) para que o homem encontrasse o bebê e o adotasse como pai.

Ou seja, com essa história dramática, a novela teve a intenção de fazer Ronei ser visto como alguém perseguido, vítima de criminosos e da sociedade; como um homem perdido e em luto pela morte da mulher e também como uma pessoa que pensou em seu filho, que o entregou em boas mãos.

Já Zilá teve uma redenção em tempo recorde. Numa conversa com Cinara (Ramille), ela entendeu que, ao colocar Jean Carlos na vida de Janete (Leticia Spiller), criou um inferno não só na vida da irmã, mas na sua também. Após décadas de inveja, maldades e mentiras, a empresária teve esse insight em poucos minutos.

A clareza de ideias, no entanto, durou pouco, já que Jean Carlos surpreendeu Zilá na saída da casa de Nora (Virgínia Rosa) e mostrou uma arma para ela. O vilão está vivo e quer extorquir a víbora.

“Ele volta com outro nome, um cara que viajou pelo mundo, ele volta não diria tanto pra se vingar, mas pra pegar o que ele precisa, que é dinheiro para continuar fugindo. No meio disso tudo, ele também é pego no meio de uma série de histórias e é obrigado a justificar muita coisa”, explicou o ator Ricardo Pereira em entrevista ao Gshow.

Além do fato inexplicável de Jean Carlos ter “ressuscitado” após ser dado como morto na queda do penhasco, ele também conseguiu se esgueirar para a mansão dos Amaral e fazer as ameaças anônimas a Zilá.

Nos momentos finais da novela, portanto, cria-se a ideia de que a personagem de Leandra Leal é vítima não só de Jean Carlos, mas também de sua própria inveja, seus próprios erros.

A trama acaba com seus vilões e os transforma em coitados, pessoas em sofrimento e que precisam de ajuda. Até é interessante humanizar e redimir alguns vilões, como já acontece com Cinara e Naiane (Isabelle Drummond) há semanas, em construções mais cuidadosas e bem trabalhadas.

Os casos de Ronei e Zilá, porém, parecem fracos, corridos, absurdos. É interessante para uma novela também sustentar seus vilões, deixá-los maus até o final, cada vez piores.

Pode parecer óbvio para uma novela, mas Coração Acelerado mostra que não é. A novela prova que o que é ruim sempre pode piorar e que a maior vítima nessa situação é o público.

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Coração Acelerado é ambientada na fictícia cidade de Bom Retorno, no Estado de Goiás. O folhetim conta com direção artística de Carlos Araújo. No elenco, estão Isadora Cruz, Filipe Bragança, Leticia Spiller, Leandra Leal, Antonio Calloni, entre outros nomes. 


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Fonte: Notícias da TV

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