Fonte Preferencial

Uma movimentação inédita desenha-se nos bastidores da televisão aberta: o executivo Leandro Cipoloni, do SBT, quer promover um encontro entre os diretores de Jornalismo das principais emissoras do país. O objetivo é evitar a repetição dos erros do primeiro turno, no qual vários debates foram cancelados — sendo que o único entre presidenciáveis, realizado pela Band, ocorreu sem a presença de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A informação é do colunista Flávio Ricco, do Portal Leo Dias. A emissora de Silvio Santos (1930-2024) faz parte do pool Momento da Decisão, que reúne 11 veículos, entre CNN Brasil, Exame, Rádio Itatiaia, RedeTV!, Terra e Veja +TV.

Até mesmo a Globo, que mudou as regras do seu debate para exibi-lo no horário nobre, teve de cancelar o compromisso em cima da hora. A emissora alegou “insegurança jurídica” após decisões do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Uma delas proibia que o púlpito de Lula ficasse vazio, enquanto a outra dava direito a Renan Santos (Missão) de participar do encontro.

Por que os debates da TV entraram em crise?

A TV aberta seguirá relevante nas eleições gerais de 2026, mas inserida em um cenário profundamente diferente. A principal mudança é o deslocamento da arena eleitoral da televisão para as redes sociais, um processo que vinha se consolidando nos últimos anos e que agora se impõe por completo. Cada vez mais, candidatos demonstram menos interesse em debater propostas e mais disposição para produzir cortes capazes de viralizar na internet, onde a mobilização de bases fiéis se tornou estratégica.

A presença de candidatos como Pablo Marçal (PRTB) –que quebrou uma série de regras nos debates televisivos para criar cortes durante a campanha à Prefeitura de São Paulo em 2024– vai ser mais uma regra do que exceção. 

Esse é um cenário que já vem se desenhando desde a eleição que levou Jair Bolsonaro (PL) à Presidência da República em 2018. Não só as redes sociais abertas, mas também as fechadas –como o WhatsApp e o Telegram– foram fundamentais para mobilizar a base eleitoral do ex-capitão.

Essa é uma prática que vai se tornar ainda mais comum em 2026, para não dizer a principal estratégia de diversos candidatos. Um problema e tanto para as emissoras, que vão ter de ajustar bem as regras de seus debates

Fonte: Notícias da TV

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *