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Mulher do youtuber Lito Sousa, a empresária Mila Seidl revelou ter recebido um parecer positivo de uma farmacêutica norte-americana para uso compassivo de um remédio que pode controlar o avanço da Doença de Creutzfeldt-Jakob. Rara, a enfermidade compromete áreas do cérebro e os movimentos.

“As notícias são esperançosas, são boas. A gente teve um posicionamento positivo de uma farmacêutica, uma biotec, em relação ao uso compassivo de uma medicação para controle de doença priônica para o Lito. É uma farmacêutica americana, por enquanto, a gente não pode dizer qual é o remédio, qual é a farmacêutica”, anunciou Mila em um vídeo publicado no YouTube nesta sexta-feira (4).

Segundo a mulher de Lito, ele pode se tornar a primeira pessoa a testar o medicamento. “É uma medicação que tem mostrado bons resultados com o interrompimento do avanço da doença. Isso para a gente é uma grande conquista, se a gente conseguir isso. O Lito, de fato, vai ser o primeiro humano a testar. É um estudo já bem maduro com animais, é uma farmacêutica muito grande. A gente está esperançoso em poder contribuir com isso”, explicou.

Uso compassivo significa que o remédio foi liberado para o paciente antes de um registro oficial. É destinado a pessoas que sofrem de doenças graves e que correm risco de morte. Mila detalhou que, agora, é esperar para que as burocracias sejam resolvidas e ele dê entrada na medicação.

“Estamos nos trâmites burocráticos, de papelada, com o Ministério da Saúde, com a Anvisa, com a FDA [agência do departamento de saúde dos Estados Unidos], a farmacêutica e o hospital, onde será feito o tratamento. É uma série de coisas, estamos correndo contra o tempo para fazer isso dentro do melhor cenário possível”, avisou.

Segundo dados do Ministério da Saúde, entre 2005 e 2021, 547 casos da doença foram confirmados no Brasil. Sem descoberta de cura, o tratamento consiste em controlar os principais sintomas.

Mila destacou que a conquista também é resultado da corrente feita pelo público, que tornou o caso de Lito Sousa conhecido mundialmente. “A gente tem uma gratidão que preenche nossa alma, dessa união que existiu e que ainda existe com relação a ele. Foi por conta dessa união, de vocês, que a gente conseguiu dar voz ao caso do Lito, para que ele tivesse acesso a essa medicação”, agradeceu.

Ela ainda reforçou a importância de não ter desistido de buscar por uma alternativa, mesmo diante da gravidade da doença, cuja expectativa de vida chega a, no máximo, um ano após o início dos sintomas. “Essa é mais uma lição de vida. Porque sempre vai ter gente para querer desestimular a gente a seguir aquilo que sente que tem ser feito”, concluiu.

Fonte: Notícias da TV

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